O evento, faz parte de uma sequência de sete encontros, foi realizado na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), reunindo especialistas, representantes de entidades ambientais e a população para debater os desafios da convivência com a seca e a chuva extrema.

O seminário tem como objetivo construir soluções estruturantes e de longo prazo para a convivência com fenômenos climáticos extremos, como as enchentes e a seca, que têm impactado cada vez mais a região. Itajubá, no ano de 2000 enfrentou fortes enchentes que inundaram não apenas a cidade, mas também municípios vizinhos.
Entre as diversas iniciativas apresentadas, destacou-se o Pró-Mananciais, programa da COPASA que foca na proteção e recuperação de micro-bacias hidrográficas e áreas de recarga de mananciais, utilizados para captação de água para a população. O programa é um exemplo de sucesso no aprimoramento de políticas públicas voltadas para a gestão sustentável dos recursos hídricos e foi citado como uma referência durante as discussões.

A relevância da discussão é reforçada quando consideramos os recentes eventos de enchentes no Rio Grande do Sul, que devastaram cidades e afetaram milhares de pessoas. Esses eventos extremos ressaltam a necessidade urgente de soluções eficazes para a gestão da água e a convivência com os impactos das mudanças climáticas.
Nesse contexto, a educação socioambiental crítica desempenha um papel fundamental, promovendo o entendimento sobre a importância da preservação dos recursos hídricos e a adoção de práticas sustentáveis é essencial para formar uma sociedade mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios climáticos. A participação ativa da comunidade, como visto no seminário, é crucial para a construção de políticas públicas mais robustas e eficientes.

O seminário técnico da ALMG sobre Crise Climática em Itajubá reforça a importância de uma abordagem colaborativa e integrada na busca por soluções para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Iniciativas como o Pró-Mananciais são exemplos de que, com planejamento e ações concretas, é possível mitigar os impactos e promover a convivência sustentável com os fenômenos climáticos extremos.

