Como os Colmeias podem mobilizar comunidades em prol da preservação das águas por meio da Educomunicação?

A resposta para essa pergunta passa pelo diálogo, pela escuta ativa e pelo uso de linguagens que aproximam os Coletivos Locais de Meio Ambiente (Colmeias) da população. Para Ianka Oliveira, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e integrante do Colmeia de Varginha, a Educomunicação é uma das estratégias mais eficazes para transformar ações ambientais em participação comunitária, especialmente quando o tema é a preservação das águas.

Participante da formação em Educomunicação, promovida pela Copasa no âmbito do Programa Pró-Mananciais, Ianka descreve as oficinas virtuais como profundamente enriquecedoras. Mesmo no formato remoto, conseguiu se envolver intensamente com o conteúdo e refletir sobre como uma comunicação bem planejada é capaz de engajar a sociedade. “Aprendi sobre ferramentas, linguagens e estratégias para aproximar a população das causas socioambientais, tornando a mensagem mais acessível e atrativa”, afirma.

O ponto que mais a marcou foi compreender que comunicar não é apenas transmitir informações. Segundo ela, a força da Educomunicação está em criar vínculos reais: “É criar diálogo e pertencimento. Cada pessoa pode ser protagonista na proteção do meio ambiente através da comunicação.”

Essa percepção se ampliou durante as oficinas presenciais. O contato direto com colegas e facilitadores tornou o aprendizado mais prático, revelando como a metodologia pode ser aplicada no cotidiano da gestão dos recursos hídricos — desde a produção de materiais educativos, até o desenvolvimento de projetos locais de mobilização social. As dinâmicas em grupo mostraram, na prática, como envolver diferentes perfis de moradores nas ações de preservação.

Para Ianka, esse processo formativo é fundamental para aprimorar  a relação do Colmeia com a população. Ela destaca que a Educomunicação rompe barreiras entre o Coletivoe a comunidade, tornando as ações mais claras, empáticas e efetivas. “Ela amplia o alcance e melhora a compreensão das mensagens ambientais, facilitando a participação da comunidade”, explica.

Na visão de Ianka, quando se comunica com sensibilidade e propósito, a comunidade se reconhece como parte do processo. E é justamente aí que nasce a mobilização necessária para preservar o recurso mais valioso de todos: a água.

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