Educomunicação como ponte entre escola, comunidade e preservação das águas

A preservação das águas é um desafio que exige participação ativa de toda a sociedade, e para a professora Cristina Roscoe Vianna, do município de Varginha, que atua com turmas do 1º e 2º ano do Ensino Médio, esse cuidado começa pela escuta, pelo diálogo e pela criatividade. Para ela, a educação ambiental só gera mudança real quando consegue tocar o coração das pessoas e é justamente nesse ponto que a Educomunicação se torna uma ferramenta estratégica.

Cristina que também atua como membro do Coletivo Local de Meio Ambiente – Colmeia de Varginha, participou do processo formativo em Educomunicação promovido pelo Programa Pró-Mananciais da Copasa (por intermédio de sua Gerência de Desenvolvimento Ambiental) e afirma que a experiência ampliou sua visão sobre o papel da escola na mobilização social. Ao relembrar as oficinas virtuais, Cristina destaca o quanto se sentiu motivada pelas discussões e práticas apresentadas. “Foram aulas extremamente enriquecedoras, com aprendizados significativos sobre educação ambiental social e ferramentas práticas para o tema”, conta. O intercâmbio entre municípios e realidades diferentes reforçou para ela como a comunicação pode fortalecer as ações locais de preservação.

Mesmo reconhecendo as vantagens do formato online para promover uma interação democrática, Cristina observou que os encontros presenciais trouxeram uma vivência ainda mais potente. A predisposição ao compartilhamento entre os participantes dos Colmeias e os instrutores, tornou evidente o papel da coletividade. Também chamou sua atenção o quanto cada município se encontra em diferentes níveis de engajamento, revelando a importância de estratégias comunicacionais adaptadas às particularidades de cada território.

A educadora resume a formação como essencial para transformar o modo como escola e comunidade se relacionam com o meio ambiente. “A Educomunicação permite alcançar diferentes públicos por múltiplas linguagens, aproximando o conteúdo da realidade social”, explica. Na prática, isso significa criar pontes entre estudantes e seus bairros, entre famílias e suas nascentes, entre a informação técnica e o cotidiano de quem vive e depende desses mananciais.

Ao final do curso, Cristina saiu com uma certeza: para preservar nossas águas, é preciso reinventar a forma de comunicar. “O planeta continua doente, e isso mostra que as abordagens usadas até agora têm efeito limitado”, afirma. Sua meta agora é adotar estratégias mais criativas, emocionais e acessíveis, capazes de sensibilizar diferentes perfis de público e estimular mudanças reais de comportamento.

Assim, a Educomunicação se consolida, na visão de Cristina, como uma ponte essencial: conectando escola, comunidade e território, e fortalecendo o compromisso coletivo com a proteção das águas que sustentam a vida.

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